
Não há nada que exista na natureza que também não exista dentro de uma mulher.
A natureza é feminina. Maternal, visceral, agressiva, bonita, destruidora. Igualmente regenerativa.
Exploramos o mar de forma profunda e, ainda assim, sabemos tão pouco sobre ele.
Assim como sobre uma mulher. Nós, mulheres, somos multiplurais. Multifacetadas. Cíclicas. Imensas.
Por isso, Oceânicas.
O mar é profundo, gigante, escuro, cheio de mistérios. Totalmente indomável.
Ninguém sabe tudo o que existe dentro dele. Muito menos onde ele termina.
Assim como as mulheres.
Em dez anos de experiência cuidando de mulheres, me especializando no comportamento feminino, nos desejos, nas necessidades, nas dores e delícias, nas potências e na expressão de um corpo-território-ser mulher no mundo, entendo que mulheres são oceânicas — indefiníveis.
E é nessa compreensão que se sustenta a força, a egrégora e a criação do meu trabalho.
Minha condução nasce do mergulho junto com mulheres para dentro de si mesmas, de suas potencialidades, de suas águas densas e também cristalinas.
Eu ensino mulheres a reconhecerem e criarem os próprios mapas internos e a desenvolverem ferramentas sustentáveis, intuitivas e sensíveis para navegar os mares de dentro: as tempestades, as correntezas e também os momentos de profunda calmaria, quando parece não existir nada além de um vazio brutal.
O mar não pode ser domado. Nem você.
Precisamos aprender a navegar por entre as nossas marés e profundezas.
Toda a força da natureza-mãe pulsa dentro da mulher.
Travessias vivenciais
A condução é construída no encontro. Escuto o que a mulher conta e observo também o corpo, os silêncios, as repetições, os afetos, os vínculos e as defesas que organizam sua experiência.
Sempre, em todos os encontros, a mulher terá um espaço seguro para sentir e compartilhar tudo o que sentir necessidade de compartilhar.
Essa forma autoral de trabalhar foi desenvolvida e amadurecida ao longo de dez anos de prática com mulheres. Não existe protocolo rígido nem uma experiência replicada para todas. Existe presença, leitura, discernimento e a construção cuidadosa do percurso que cada mulher consegue, — e precisa — viver.
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